top of page
IMG_20260319_150339410 (1)_edited.jpg

humanidade, caminho da imperfeição

Exposição coletiva A Arte no Palácio


Rio de Janeiro | Brasil
29.04.2026 a 27.05.2026

Palácio Tiradentes

Curadoria de Léo Guimarães

Release

Em meio a contínuas convenções de perfeição e sua adoção em série, "Humanidade" propõe a imperfeição como caminho. Um espaço de normalidade, aceitação, progressão, empatia e liberdade.

 

Na atualidade, somos empurrados por padrões que ditam uma estética única e artificial, onde a vida se converte em uma imagem ou vídeo criados para serem perfeitos e consequentemente irreais. Pessoas, viagens, emoções, escolhas, comportamentos, sorrisos, corpos, alegrias... nesse escopo da perfeição, tudo parece nascer pronto. O processo não existe. No entanto, essa busca pela perfeição não se limita ao agora, ela ecoa de outros tempos. Exclusões históricas e racismo estrutural refletem modelos de sociedade onde nem todos cabiam.

 

Mas, afinal, há perfeição ou há padrões criados para serem interpretados como tal e nos moldar? E acaso exista, realmente precisamos dela?

 

“O perfeccionismo é autodestrutivo simplesmente porque a perfeição não existe”, afirmou a escritora Brené Brown em seu livro A coragem de ser imperfeito (2013). Tantas escolhas e obrigações voltadas para o inalcançável acabam resultando em um caminho de profunda dor.

 

Na arte, por meio de Willem de Kooning (1904-1997), que declarou “Nunca me interessei por como fazer uma boa pintura…”, observamos correlacões entre a originalidade e o destino final ao priviliegiar o gesto sobre a perfeição técnica. A pintura não demanda ser uma obra acabada e a vida também não. O processo de viver é inerente ao tempo, curvo e imperfeito, e fiel à nossa existência falha.

 

"Humanidade, caminho da imperfeição" busca reconhecer a imperfeição como a singularidade que nos torna únicos. Através da estética floral e traço espontâneo, é possível caminhar por reflexões acerca do que cabe nos padrões impostos. É um mergulho na beleza imperfeita e às vezes caótica, no deleite da presença e na humanidade como caminho.

 

Nortear nossas pautas humanas e imperfeitas como processuais e comuns é dialogar com nossas vulnerabilidades. Afinal, somos belos e originais por nossa humanidade. A liberdade de ser imperfeito não só nos fortalece, mas também respinga na construção de uma sociedade mais afetiva. Ao aceitar a própria dor de não caber, torna-se mais fácil acolher a dor de quem também não cabe.

Gi Mello

IMG_20260319_150339410 (1)_edited.jpg

O Diálogo Das Obras

Conheça o caminho de HUMANIDADE que você irá percorrer

A Série "Humanidade, caminho da imperfeição" é dividida em quatro tempos, um caminho para ser percorrido com presença. A cada passo, entrega-se um convite aberto, livre de imposições mas condicionado ao diálogo.

humanidade, caminho da imperfeição

Dentro
da
perfeição

Encarceramento e Apagamento questionan o que cabe no perfeito. Aqui é apresentado em duas obras e tudo o que elas podem levar a questionar, inclusive o inverso delas.

IMG_4149 (2)_edited.jpg

Encarceramento

A perfeição como cárcere, o fluxo da originalidade interrompido. A estagnação ocorre no espaço limítrofe, entre o imposto e o consentido.

IMG_4131 (1) (1)_edited_edited_edited.jpg

Apagamento

A existência do perfeito e os processos seletivos de exclusão. A unicidade em fomento de invisibilidades.

O
imperfeito
belo

No imperfeito belo a Energia de ViverA Alegria e Presença abrem espaço para a beleza no real, humanamente imperfeito em constância, estado, existência e ainda assim belo.

Compartilhada do Lightroom Mobile (24)_edited.jpg

Energia de Viver

Vigor real, humanamente imperfeito, inconstante. Força bruta no dia de plenitude e de falha.

IMG_4114_edited.jpg

A Alegria

Nos processos de descoberta, em meio às nossas imperfeições, deparamos com a alegria como construção.

Compartilhada do Lightroom Mobile (25)_edited.jpg

Presença

Rastros irregulares de tinta, quanto de presença. Sem filtro, transferência ou cópias, humanamente imperfeita. Entre o gesto possível e o toque, presença irregular, remendada mas inteira.

Compartilhada do Lightroom Mobile (26)_edited.jpg
Compartilhada do Lightroom Mobile (27)_edited.jpg
IMG_4070 (1)_edited.jpg

Exclusividade
da
humanidade

A exclusividade inerente à humanidade, Iluminado, Essência e Fluxo se apresentam no terceiro tempo do caminho para a humanidade. É um convite para o reconhecimento da nossa existência imperfeita, mas original. Caminhando pela nossa luz, essência e pulsação.

Essência

Envolta em sangue e luz de trajetórias incertas. Alma tecida entre fissuras e afetos, no pulsar do irreptível.

Iluminado

Resplandecer do inerente, mesmo com marcas. Luz que ocupa espaços de dor e ignorância, até o inóspito.

Fluxo

Estrutura de conexão, tecido transportador de vida. Humanamente sanguíneos, viscerais em sua impermanência.

IMG_4064 (1) (1)_edited.jpg

Humanidade como caminho

Caminhos imperfeitos, trajetos em direções opostas. Estética da imprevisibilidade real. Extravasar molduras no desajuste de quem não precisa caber. Mas pode transbordar.

Humanidade,
o
convite

O caminho chega ao fim através da Humanidade como caminho, um convite à escolha de quem não precisa caber em padrões, mas pode transbordar.

EXPOGRAFIA DIGITAL 

Composição & Ficha técnica

* EM BRVE: Para adquirir obras desta exposição, acesse a nossa loja virtual e filtre por Série Humanidade.

bottom of page